Nos últimos cinco anos, dezenas de milhares de crianças foram forçadas a combater ao lado das forças armadas do governo e grupos políticos armados na República Democrática do Congo (RDC).
Desde o início até ao final do seu serviço militar, estas crianças estão sujeitas a experiências horrendas e desumanas, incluindo espancamentos, violações e outras formas de tortura. Essas crianças são forçadas em combate a cometerem sérios abusos de direitos humanos. Uma geração inteira está a ser traumatizada.
Apesar da assinatura de um acordo de paz e da formação de um novo governo transitório de unidade nacional, crê-se actualmente que a taxa de recrutamento de crianças está a aumentar em algumas áreas da RDC de um modo aterrador. Muitos, senão todos os grupos políticos armado que lutam no leste da RDC, estão ainda activamente a recrutar crianças. O exército governamental da RDC ainda possui milhares de crianças-soldado a servirem nas sua fileiras, apesar de já ter tornado público que deixou de recrutar crianças.
Como agravante, e apesar de se terem feito alguns esforços para desmobilizar crianças-soldado, estes foram apenas realizados numa escala demasiado limitada para ter qualquer impacto real no problema. Existe a necessidade de criar programas de reabilitação adequados para as crianças-soldado e oferecer-lhes oportunidades para desenvolverem o seu potencial e as suas vidas de modo a que não se sintam necessidade de voltarem a juntar-se a grupos armados para sobreviver ou viverem nas ruas onde estão vulneráveis ao crime e á exploração.
Representantes de muitos grupos armados que ainda recrutam crianças, ocuparam recentemente importantes cargos no novo governo transitório. Este novo governo da RDC precisa de ter como prioridade da sua administração a desmobilização e reabilitação das crianças-soldado.
Ajude a pôr um fim ao recrutamento e uso de crianças-soldado na RDC.
Actue agora!
Escreva ainda hoje ao Presidente Kabila, pedindo-lhe que a desmobilização e reabilitação das crianças-soldado seja uma prioridade do novo governo transitório.